segunda-feira, 8 de agosto de 2011

LIMBO

LIMBO

Limbo é um game independente que foi anunciado em 2007 pela desenvolvedora dinamarquesa Playdead. Originalmente, o título estava previsto apenas para a Xbox Live Arcade.

Limbo tem uma temática sombria com gráficos em preto e branco, mostrando apenas a silhueta dos itens e personagens que aparecem no cenário. Na trama, um garoto procura sua irmã desaparecida em um mundo macabro.

O pequeno (e sinistro, também) garoto que perambula pela floresta mais sinistra ainda é o protagonista de eventos que, à primeira vista, seriam totalmente corriqueiros. Entretanto, sob tudo isto está uma escuridão opressora que faz com que tudo assuma um ar meio que dantesco. O próprio início do game, onde tudo o que se enxerga é a floresta repleta de escuridão, é ele próprio escuro. Não apenas no sentido literal da palavra “escuro”, mas também no sentido figurado.

A escuridão, neste momento, está presente no fato de que o garoto está ali, deitado, dormindo, e você mal o nota. Você deve então, neste momento, pressionar os botões “A” ou “B” para que ele abra os olhos, lentamente, e se levante, também lentamente. Aliás, a jogabilidade de Limbo é extremamente simples: utilize o botão “A” para pular e o “B” para interagir com elementos in-game.

Quando o garoto se levanta, de olhos abertos, percebe-se que seus olhos são como duas lanternas que parecem dizer ao jogador: “- Cuidado!“. Não que o pequeno garoto perdido seja um perigo, mas é como se ele conseguisse transmitir todo o medo e o perigo que sente ao gamer. Seu próprio corpo é uma sombra escura, no jogo, e a pouca claridade que se presencia em Limbo é ela também sinistra. Tudo parece meio que desfocado, obscurecido, como se uma força poderosa, maléfica e desprovida de luz estivesse observando e controlando tudo. A impressão que se tem é a de que algo “suga a luz”.

A câmera acompanha toda a movimentação do garoto de forma dinâmica, se aproximando ou se afastando do mesmo conforme a necessidade de destacar ou não determinados momentos da ação. Os movimentos do menininho são muito realistas. Fluídos ao extremo, sofrem a influência da mesma física apurada que faz com que um barco, por exemplo, balance perigosamente quando você (o garoto), sobre o mesmo, começa a pular.

Pedras rolando em saliências de penhascos, sons de grilos ao fundo, quebrados muitas vezes por um silêncio sepulcral que faz com que o menino na escuridão se torne assustador sem no entanto representar perigo algum, moscas sobrevoando carcaças mortas que irão ajudar na resolução de puzzles estranhos e perturbadores e a ausência total de trilha sonora, fazem de Limbo um dos games mais bonitos, intrigantes e inovadores nos últimos tempos.




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